sexta-feira, 1 de julho de 2011

The loser

Boa tarde,

Uma criança atravessa a rua, o sinal fica vermelho e a chuva permanece fria.
Eu precisava de exatamente 215 dias para ver que o exato não existe. Oras, mas sobre o que estou falando?!
Olha, eu não gosto de escrever solilóquios, nem souvenirs, mas crio acasos que não se superam e eu preciso fugir disso. Eu não quero mais nada a partir de hoje. Eu finalmente desisti de verdade.
Sobre os pés na calçada da injúria, marco meu caminho mais uma vez insano e tudo não passa de um círculo vicioso. Eu quero fugir disso.
Foge desse mundo. Ele não pertence a mim.
Está tudo uma confusão, está tudo vazio. Eu quero fugir disso, eu desisto.
Passo a partir de hoje ter medo da perfeição. Um oásis, uma miragem, um poeta, um rascunho. É tudo descartável.
[Eu não te considero mais, eu não me considero mais. Eu tenho medo de você, muito medo. Eu quero fugir disso tudo.]
Já sei! Vou dormir e só acordar quando tudo estiver bem. Eu não consigo se quer odiar alguém! Eu não sinto nada, absolutamente nada. Eu quero fugir disso.
Eu nem sei, mas tudo está perdido e precisando ser encontrado. É tudo vazio, é tudo vazio...

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Ordem pra quê?

La la lá, eu estou aqui. Você permanece aí. Vamos dividir?
Ordem pra quê?
As ruas estão frias e cheias de você.

Eu não estou em casa, você está com seus amigos.
E daí? Você não precisa mesmo estar aqui comigo.

Ordem pra quê? Ordem pra quê?
As certezas são vagas e vazias de você.

A lua ilumina meu caminho, ó caminho longo.
Eu quero encontrá-lo em seguida.
Eu quero dividir meu encontro.

Ordem pra quê? Ordem pra quê?
Eu não estou aqui e eu estou cheia de você.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aleatoriamente

Aleatoriamente,
Suspenda seu corpo sobre meu fio de navalha acesa.
Corte me o pudor das árvores com frutas secas.
Eu quero sua nudez lúgrube sem me impor.
Eu quero tirar do seu sossego o meu fôlego com todo ardor.

Aleatoriamente,
Grite ameaças sob meu céu de cera quente.
Me excite, me tenha desprezo, me atente.
Corte meus pulsos, morra e me faça viver.
Lamba minha nuca, me instigue e me faça tremer.

Aleatoriamente,
Esqueça as correntes do seu céu libertino.
Excite minha boca ao caminho do destino.
Eu quero lembrar de tudo aquilo que me faça esquecer.
Eu quero comer teu desejo esquinas onde estejam você,
Você, você...






segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Tentâmen sobre o afeto

E você me aparece assim... Desse jeito que só você consegue ser.
Isso me desconserta internamente, porque o meu limite está no seu infinito.
E eu não sei mais andar no labirinto da ilusão.
Simples como deve ser, e você me aparece assim.
Depauperando aquilo que eu não conhecia em mim.
Você é mais que a madrugada.
Você é mais que as manhãs de rocio.
Você é mais que o nascer do sol e o ocaso.
Você é meu 7° dia da semana. Quando vejo que toda a semana foi inteira você.
Você é...
Você é...
Você é minha maior coincidência. A mais doce, a mais lenta.
Você é a vida que deseja que minha vida seja plena.
Eu suplico meu próprio ardor.
Você, por ser apenas você, nada mais e nada menos...
Faz de mim todas as páginas que te dou nome:
Meu amor, meu amor, meu amor, meu amor...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Subúrbio

Não sei, mas toda vez que vejo o sorriso dele, me lembro da felicidade que terei no subúrbio.

sábado, 23 de outubro de 2010

Meu Ideal

Primordialmente, meu ideal.
Tua existência tornara nascente de um rio de sonhos fluviais.
Há de perceber em minha elucidação a maneira de como me espalhava teu gracejar sem notar me ter o feito.

Pela manhã em meu matutino amanhecer redundante, eras meu singelo rocio. Pela tarde tornavas meu ocaso, um tácito libertino. Ah, meu Maiolino, pela noite tu estavas à me enfatizar de cores pueris e brilhantes, e de tanto que me brilhava, ofendia toda a beleza da lua e seu plenilúnio.

E mesmo que a lua invejasse teu cacoete de príncipe de meus sonhos, o mais ambíguo paradoxo estava na forma de como tu estavas sempre à me dizer tanto, sem sequer, mensionar alguma palavra.

Eu espero que todos os caminhos sejam sempre teus, e que sejam longos, bem longos para que possamos andar de mãos dadas até o fim de nosso tênue labirinto.
E que sejamos nada mais e nada menos que consequência do nosso próprio destino, porque é assim que deve ser, primordialmente, meu ideal, querido Maiolino.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

17° Dia

Eu queria escrever sobre a lua.
Queria escrever sobre os estranhos.
Queria escrever sobre tudo aquilo que me fizesse esquecer daquele que veio para ficar.
Mas a única palavra que me vem à mente nesse exato momento, é o nome dele.
Que grita sem alterar a voz,
chora sem soluçar e me pede sutilmente para ficar.
Serei à favor do tempo.
Serei o verbo que ama.
Serei aquela que depende.
Serei o oposto do vento.
O tempo fará de nosso tempo...
Um tempo que soprará ventos...
Ventos de palavras avulsas,
Ciciando cada curva daqueles ouvidos:
"Sem você, sou apenas metade de mim..."

domingo, 3 de outubro de 2010

5° Dia

Tudo o que lembro agora é de imagens retorcidas.
O beijo suave, o abraço de nossas mãos; tudo lembrança que a noite deixa pela manhã.
Os momentos bons, o modo de como ele sorri... Dói o coração.
Durante o dia há distração, penso que estou bem.
Quando a noite chega, quando há pouco o que fazer, espero dormir.
Se não choro, choro e choro...
Tento ver as verdades. Ver o amor que ele não sentiu por mim.
Tento me convencer que fiz o certo (E sim).
Mas as verdades se escondem no camarim.
E eu só sinto saudade, saudade e saudade.
Brigo comigo por isso. Brigo!
Talvez o acaso cruze nossos caminhos, algum dia.
Talvez nossos sentimentos estejam em paz.
Mas, talvez...
Talvez seja mesmo melhor assim.
Sumir, sumir e sumir.
Mesmo que as lembranças me mostrem que tudo foi um disperdício.
Mesmo que... Que eu ainda o ame muito.
Eu preciso esquecê-lo.
O esquecimento fará de nossas lembranças um sonho.
Lá ele existirá eternamente.

A Semeadora:

Minha foto
Rio de Janeiro, "Um paraíso Qualquer", Brazil
"Sou eu o que fui e cada vez mais o que quero ser. Mudo, caio, ergo, sumo, apareço, bato, apanho, odeio, amo…" (Christian Gurtner - Quem sou eu?)

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